sexta-feira, 21 de novembro de 2008          
 
    A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) atribui “significado político” à simplificação, anunciada quinta-feira pelo Governo, do modelo de avaliação, e vai manter todo o calendário de manifestações.
    No final de um encontro com o Bloco de Esquerda, em Lisboa, Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof e porta-voz da plataforma sindical dos professores, relativizou as decisões do Governo e insistiu que o modelo de avaliação “é inaplicável, não serve e deve ser suspenso”.
    “Um significado político, tem. É que o modelo é inaplicável, não serve e deve ser suspenso”, afirmou.

    De resto, os sindicatos mantêm o calendário de manifestações regionais, na próxima terça-feira, e Mário Nogueira admite que os protestos se realizem agora de “forma mais forte”.

    Porque, advertiu, “não há um recuo do Governo”: “O que o Governo fez foi simplificar algo que se não fosse simplificado não se aplicava”.

    O dirigente sindical sublinhou que este é o segundo ano consecutivo em que o Governo tem que “simplificar” o modelo e daí afirmar que este “é um modelo que não serve”.

    No final de um Conselho de Ministros extraordinário, na quinta-feira, a ministra da Educação anunciou medidas de simplificação do modelo de avaliação de desempenho dos professores, destinadas a resolver "problemas" relacionados com o excesso de burocracia e a sobrecarga de trabalho dos docentes.

    Maria de Lurdes Rodrigues anunciou que os resultados escolares dos alunos deixarão de constituir um parâmetro da avaliação, por considerar que é necessário "mais tempo" para que este critério possa ser utilizado com segurança, uma vez que "revelou dificuldades técnicas e de aplicação".

    Entre as medidas anunciadas está ainda a redução das aulas assistidas de três para duas, que, ainda assim, só se realizarão por solicitação dos docentes, apesar de serem imprescindíveis para a obtenção das classificações máximas.

    Segundo a ministra da Educação, a existência de avaliadores de áreas disciplinares diferentes das dos professores avaliados, a burocracia e a sobrecarga de trabalho foram os principais problemas identificados pela tutela, depois de realizadas audições junto de todas as escolas e de recolhidos pareceres dos órgãos consultivos.

   

 
    Anterior94B922F7-B49F-4F6C-B60A-0011CD27C6E6.htmlshapeimage_2_link_0
Seguinte  Archive.htmlshapeimage_3_link_0
 
EDUCAÇÃO: Fenprof mantém manifestações e atribui "significado político" a decisão sobre avaliação